"Memórias insanas de um adolescente do mundo"

Sob a curiosidade de como o mundo funcionava, fiz-me homem, cresci alheio à inúmeras facetas da realidade do mundo, procurei abrigo em minha cidade alaranjada. Expulsei o ócio de minha vida, longas tardes em frente ao mar, fizeram meu equilíbrio. Em Kant, descobri um incentivo para questionar o mundo em que vivo, mundo bolha de sabão, mundo de paredes insanas, meu mundo, o fundo cinza no colorido dos meus olhos negros.

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Location: Cidade Alaranjada, Bucolismo

Sou aquele que relativiza, sou aquele que busca refletir a cada momento de minha vida.

August 23, 2006

O silêncio de uma lembrança



Sonhei que poderia ser rei, também tive os meus dias de plebeu. Busquei viver intensamente como se não existissem outros dias, retirar o frescor de cada manhã, assim, prossegui minha vida tentando ser eu.
Tiveram dias que fui príncipe, e dizem que já cheguei a ser o bobo da corte. Vivenciei o galã mocinho, mas me sentia atraido pelos grandes vilões.
A vida é como um grande circo e neste trapézio, me equilibrei dia após dia escapando de todos os obstáculos. Durante a infância, tentei ser muitas coisas diferentes, e hoje, numa idade um pouco mais avançada, sei que sou o reflexo de tudo o que eu almejei ser.
fui anjinho de quermesse, fui de Cristo à Pilatos, lavei minhas mãos.
Passei por inúmeros caminhos, busquei a diversidade, li alguns livros, uns deles soletrei, por estar aprendendo a ler, outros fui obrigado a ler, outros me chamaram atenção.
Questionei e fui questionado, ousei e fui julgado.
Transitei por mundos desconhecidos onde cada minuto me mostrou um apendizado. Por vezes, andei pela luz, mas tive meus dias de trevas. Uns dias, com a bandeira branca estendida e em outros, com a lança negra a desbravar o inatingível.
Fui Deus, ou melhor, Deuses. Mesmo que de forma pagã.
Já amei, fui amado, traído e traidor, fui tantas coisas que meu coração foi ovacionado e apedrejado.Transei de forma doce, de forma vulgar, gozei e fiz gozar de tantas formas e maneiras que minha reputação fora duvidosa e dadivosa, dependendo da ocasião.
Caminhei de aluno a professor, ensinei e fui ensinado, aprendi a ler nas entrelinhas, meu livro, livro cão.
Chorei e sorri em proporções tão altas que de tantas lágrimas derramadas, tiveram vezes que chorei em vão, choro seco, nó na garganta, mas o sorriso doce de menino brotava em meu rosto, logo, a tão negra noite se distanciasse do meu eu.
Andei, corri, caminhei, tropecei e cai, aprendi a me equilibar.
Ganhei notoriedade para distinguir o certo do errado, errei e acertei.
Feri e fui ferido, com atitudes, palavras, gestos e omissões, duelei no jogo, jogo da vida.
Criei um mundo particular de vivência, fiz amigos, somei inimigos, prossegui.
Fui ao altar, disse sim, jurei pela alegria e tristeza, saúde e doença, mas a carne é de mortal, não consegui.
Joguei no jogo de azar, tentei a sorte, fiz minha fé. o lema, era ganhar ou perder.
Parei na estrada, pedi carona, comi poeira pelo mundo de meu Deus, pulei cercados, abri e fechei as porteiras, porteiras do meu destino.
Desabafei e muito ouvi em mesas de bar, recanto de paraíso, a verdade nua e crua. Casos da vida.
Senti no rosto toda a levesa como brisas de meus longos e muitos anos, da pele de bebê, senti brotrar as primeiras rugas, meus cabelos todos brancos, sinônimo de vivência.
Tirei energias de alimentos e esperanças, hoje, consumo luz.....
Senti o anúncio das sequelas da vida, perdendo primeiro a visão, e hoje, aqui em meu recanto, jaz uma alma que viveu...

August 18, 2006

Areia de ampulheta

Os dias passam...
Tic-tac...
As noites chegam...
Tic-tac...
O sol de um novo dia a despertar...
tic-tac...
As horas voam...
Tic-tac dos minutos...
Tic-tac os segundos...
Tic-tac o mundo gira...
Os tic-tac's vão passando...
A cada hora, um turbilhão de coisas vão acontecendo...
Tic-tac acontecem...
O mundo está adormecendo...
Tic-tac madrugada...
O lavrador já acordou...
Tic-tac um novo dia...
Tic-tac
Tic-tac
A menina enamorada...
Tic-tac do amor...
A mulher amargurada...
Tic-tac do rancor...
E eu, vejo passar o tempo como a areia de uma ampulheta...
Tic-tac de uma hora...
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac bite à bite...
Tic-tac byte à byte...
Tic-tac já é hora...
Tic-tac
Tic-tac
Hora do meu renascer...
Tic -tac
Tic-tac
Areias de um alvorecer.

August 17, 2006

"Romanticos são loucos como eu..."

Estive pensando sobre o romantismo. Nossa, é incrível ver como em nossos dias, as pessoas estão abandonando o sentimentalismo.
Como é duro ver que sentimentos egóicos, estão crescendo dia após dia. Isso me deixa triste, não que eu seja um homem com sentimentos exagerados a flor da pele, mas, tenho minha carga sentimentalista. O desejo de estar bem, de desejar o bem ao próximo... Fico perplexo quando percebo que talvez, esta que deveria ser a premissa em todos os seres humanos, perca o seu real sentido. E, de quem é a culpa deste sentimento monstruoso que assola a nossa sociedade pós-moderna? Será eu o errado no mundo? Será o mundo que está errado? Serão as pessoas?
Lembro-me de minha infância. Como tenho saudades de meus dias de criança. Brincar de ser adulto é muito complicado. Como era gostoso não ter com o que me preocupar. Agora, como dizem no ditado popular : A Inês é morta... Ontem, li de um amigo no msn algo que me deixou deveras pensativo: " Na nossa sociedade atual, estamos morrendo dia após dia, a cada dia, perdemos um pouco mais os nossos sonhos e nos decepcionamos, pois, pra viver neste mundo cão, devemos abrir mãos, muitas vezes de nossas convicções e sonhos". Confesso que num primeiro momento( ainda mais porque eu sou tão sonhador) pensei em não concordar com suas palavras, mas, algo dentro de mim me fez pensar rápido e analizar se tais palavras não teriam fundamentação.
A resposta foi clara como as palavras que num primeiro momento me causou estranhamento, mas, diante de tal verdade, procuro entender o que talvez esteja se passando com o mundo. Acredito não ser possível encontrar resposta, pois, este é um problema que está tão arraigado nos seres humanos que talvez eles nem percebam que estejam sofrendo esta síndrome do " o que importa sou eu".
Fico sinceramente tocado com isso, aprendi, desde a infância, que devemos valorizar os sentimentos alheios, que não podemos trapacear, que devemos tentar ser amigos, a não cobiçar o que é do próximo. Essas coisas nas quais, sinceramente acredito até hoje.
Será que sou ultrapassado? Não sei, mas quero continuar a ser assim, temo o retorno da vida.
E essas pessoas egoístas, será que não lhes caem o peso da consciência, quando as mesmas colocam suas cabeças no travesseiro? Tenho pena dessas pessoas, na realidade, devem se sentir muito sós.
Estava escrevendo e lembrei-me de uma conversa que tive com algumas amigas na Taverna da Glória, no dia primeiro de janeiro deste ano, quando nos encontramos para fazer a primeira refeição do ano... coversávamos sobre vida e eis que uma delas disse: " O mundo não foi feito para pessoas que são A FELICIDADE DA CABEÇA AOS PÉS, o mundo é para as pessoas frias de coração, essas sim, estão preparadas para o mundo". É, ela tem sua parcela de razão, mesmo assim, me amedronta esta imagem de um ser humano frio, ainda acredito no ser humano, ainda acredito no amor.

August 16, 2006


"Não se preocupe em entender, viver ultrapassa todo entendimento". (C.Lispector)

August 15, 2006

Desvendando máscaras sociais



Máscaras

Muitas vezes finjo ser "eu",
Outras vezes finjo ser Deus,
Na escola sou aluno,
Na sociedade, ser passível de socialização.
Tem dias que sou uma planta.
Em família, sou filho, irmão... pai... esposa... sou membro.
No ônibus sou passageiro,
Na multidão, sou apenas mais um...
Retrato...
Imagem...
Rosto...
Forma...
Máscaras.

A sanidade por um triz...


Foto de minha querida amiga e artista plástica: Cristiane Vieira...
"Sou um artista. Não me exijam coerência."

Chatterton

(Gainsbourg - Adpt: Seu Jorge / Dani Costa)
Sangue,
Sangue,
Sangue
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem
Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem
Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Cleópatra, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, puta que pariu, não vou nada nada bem
Puta que pariu...

August 14, 2006

"Olubajé ajé um bó"



Benção ao povo da palha...
Benção minha querida amiga Flávia, benção a quem é de benção...
DAGOLUNA KEWA SAWORO
DAGO LELE
DAGOLUNA KEWA SAWORO
DAGO LELE

August 13, 2006

Semana começando e eu estou fechando minha boca!!!

Estou de dieta! É fato!

Achei uma dieta muito legal aqui: http://www.querosermagra.com/index.htm

Vou fazer a dieta do chocolate. Segundo o que li, pode-se perder de 1 a 2 kg por semana.


Se você também está fora do peso e quer dar adeus a estes quilinhos a mais, estou aqui para lhe dizer uma palavra amiga e gritar: vamos a luta! Veja também um dos depoimentos do site:

"Ah eu to mtooo feliz... Já cheguei a pesar 92 kilos... Depois de muuuuita luta e muita força de vontade, tô de bem com a balança! Tenho 1.75 de altura e estou com 64 kilos! ;)."Aline,Rio de Janeiro.

Agora é fechar a boca e dizer adeus a tudo que é engordiet!

São crianças como você.O que você vai ser, quando você crescer?

Um dia, um ser de Luz nasceu...

Desde criança sempre dizia que do último dia de julho deveríamos pular logo para o mês de setembro, nunca gostei do mês de agosto... e trocadilhos à parte, agosto não me trás boas recordações.

Hoje porém, é dia de homenagear aquele que não está mais aqui entre nós... Porém, sua presença será algo marcante em todos os dias de minha vida... Agradecer pelos ensinamentos, pelos exemplos de vida, pelas broncas( dadas muitas vezes para o meu bem).

Nunca tive uma boa relação com o meu pai, foi preciso um câncer para que fôssemos pai e filho, mas, graças à Deus, isso pode acontecer... ainda me lembro dele na cama de seu quarto, com aquele grande balão de oxigênio que me causava medo. Estava eu a passar pelo corredor da casa e ele me chamou, sentei-me na beirada de sua cama e travamos uma conversa como nunca antes havíamos tido.

Até hoje aquelas palavras são lembradas e me levam as lágrimas...


- Meu filho, desculpa por tudo.
-Desculpar pelo quê, pai?
- Por nossas brigas...
-Em nossa relação não teve certo ou errado... Me desculpa o senhor muitas vezes por minhas grosserias, mas temos temperamentos diferentes.
- Eu sei, meu filho...
- Eu te amo, pai.
- Eu também, meu filho...
- Obrigado por estar cuidando de mim...
- Que isso, pai, é minha obrigação...
- Em nossas brigas eu aprendi muito com o senhor, pai, mesmo o senhor sendo sempre muito duro comigo...
- E você muito me ensinou, filho... agora eu quero dormir um pouco...
( 04 dias após este diálogo, meu pai, foi internado pala última vez e no dia 1º de agosto do ano passado, ele faleceu.)

HOMENAGEM :

Meu pai, sei que de onde o senhor estiver, estarás a olhar por nós...
Sei que o senhor é luz, paz, crescimento e evolução...
Feliz dia dos pais a todos os papais!


"Uma vez eu ouvi: Se quiseres falar com Deus fique em silêncio.
Talvez meu coração tagarelante não me deixe ver o quanto sou aplaudido por aquele que não está mais aqui."
( Lívia Carvalho Vieira - Por Wilson Martins da Silva Braga filho)





Pai
( Fábio júnior)

Pai, pode ser que daqui algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez
Pai, pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz
Pai, pode crer, eu tô bem, eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer
Pai, eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você
Pai, senta aqui o jantar tá na mesa
Fale um pouco, tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga pra ver
Pai, me perdoe essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus braços você foi mais eu...
Pai, eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no seu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai, você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai...
paz ...


...


Obrigado Srº Alfredo Monteiro, muito obrigado por tudo...

Eu tenho orgulho de ser seu filho, sou filho de um homem que perdeu os pais ainda pequeno, foi adotado por uma família que morreu anos após a adoção, acabou indo morar nas ruas do Espírito santo, viveu como mendigo até ser reencontrado na rua por sua irmão mais velha e também falecida, minha tia Leocádia Monteiro... Eu tenho orgulho de ser membro da família Monteiro... Fique com Deus, meu PAI...

Eis a música que o senhor sempre nos fazia ouvir no almoço do dia dos pais:

Meu Velho Pai
Meu velho pai preste atenção no que lhe digo

Meu pobre papai querido enxugue as lágrimas do rosto

Por que papai você chora tão sozinho

Me conta meu papaizinho o que lhe causa desgosto

Estou notando que você está cansado

Meu pobre velho adorado é seu filho que está falando

Quero saber qual a tristeza que existe

Não quero ver você triste por que é que está chorando.


Quando lhe vejo tão tristonho desse jeito

Sinto estremecer meu peito ao pulsar meu coração

Meu pobre pai você sofreu pra me criar

Agora eu vou lhe cuidar esta é minha obrigação.

Não tenha medo meu velhinho adorado

Estarei sempre a seu lado não lhe deixarei jamais

Eu sou o sangue do teu sangue papaizinho

Não vou lhe deixar sozinho, não tenha medo meu pai.


Você sofreu quando eu era ainda criança

A sua grande esperança era me ver homem formado

Eu fiquei grande estou seguindo seu caminho

E você ficou velhinho mas estou sempre a teu lado.

Meu pobre pai seus passos longos silenciaram

Seus cabelos branquearam, seu olhar se escureceu,

A sua voz quase que nem se ouve mais

Não tenha medo meu pai quem cuida de você sou eu.


Meu papaizinho não precisa mais chorar ,

Saiba que não vou deixar você sozinho abandonado,

Eu sou seu guia, sou seu tempo sou seus passos

Sou sua luz e sou seus braços, sou seu filho idolatrado.

August 12, 2006

Em off...

Hoje estarei assim! Em off...


Desfecho de uma sexta-feira em casa...

...


Parte final de uma noite em casa, para entender o desfecho, leia:


http://cidadealaranjada.blogspot.com/2006/08/nem-em-casa-temos-sossego.html



http://cidadealaranjada.blogspot.com/2006/08/isso-tortura-psicolgica.html
...


Eu, prestes a descer para me juntar aos meus amigos "malas" do bar aqui abaixo do meu prédio, eis que ouço: "- Sua piranha, recalcada, vagabunda, taca a sua mãe pra ver se quica..." e mais: " - você é uma mal fudida, mal comida, sua vagabunda do caralho. tá com inveja porque estamos nos divertindo!"
Não, eles não acham que não estão incomodando!!!!! UMA HORA DESSAS!!!!!
Eu mereço!!! e a porra da maquininha alta está tocando:

Paixão Antiga
Paixão antiga sempre mexe com a gente é tão difícil esquecer
Basta um encontro por acaso e pronto começa tudo outra vez
E vendo você o coração parece que vai saltar
Pelo meu corpo, saudade em todo lugar
E eu sem disfarçar te como com meu olhar
Foi bom demais, não tinha que acabar
Meu bem, quando te vi, tudo voltou e eu compreendi
Que te amo, quero, adoro sempre mais
Deixa o coração te seduzir, não dá mais pra disfarçar
Deixa o sentimento decidir, já é hora de voltar !!!


...

Obs: Depois desta discussão, eu desisti de descer. Fiquei na cama fritando igual à um bife na chapa.
Que noite!!!rs...


...


EU DESISTO!!! SEXTA-FEIRA EM CASA NUNCA MAIS!!!!

August 11, 2006

Isso é tortura psicológica!!!!

Depois de todas essas seções eu penso: vou dormir e eis que toca:


A Volta do Boêmio (boemia)
Adelino Moreira
Composição: Adelino Moreira
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante lhe peço a minha nova inscrição
Voltei, pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria
Me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que esta gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente
Por que razão quer voltar ?
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho
Sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir
Não esqueça do teu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá cantar em novas serenatas
E abraçar teus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
Em saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais....
Acredite, pode ficar pior, vejam a sequência dos rits que embalam as cachaças em meu bairro:
Deslizes
by Mikael Sullivan
Não sei por que
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim o que bem quer
Se ao teu lado sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei quem você é
Eu sei de tudo com quem andas
Aonde vais
Mas eu desfaço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer você pra mim
E como prêmio eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo tão antigo
E fecho os olhos para todos
Os teus passos
Me enganando só assim somos amigos
Por quantas vezes me dá raiva de querer
Em concordar com tudo o que você me faz
Já fiz de tudo pra tentar te esquecer
Falta coragem para dizer que nunca mais
Nós somos cúmplices, nós dois
Somos culpados
No mesmo instante em que teu corpo
Toca o meu
Já não existe nem o certo nem errado
Só o amor que por encanto aconteceu
E é só assim que eu perdôo os teus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
Em outros braços tu resolves tuas crises
Em outras bocas não consigo te esquecer

Saigon
Tantas palavras, meias palavras
Nosso apartamento, um pedaço de Saigon
Me disse adeus no espelho com batom
Vai minha estrela iluminando
Toda esta cidade como um céu de luz neon
Seu brilho silencia todo som
Às vezes você anda por aí
Brinca de se entregar, sonha pra não dormir
E quase sempre eu penso em te deixar
E é só você chegar pra eu esquecer de mim
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
Tantas palavras, meias palavras
Nosso apartamento, um pedaço de Saigon
Me disse adeus no espelho com batom
Vai minha estrela iluminando
Toda esta cidade como um céu de luz neon
Seu brilho silencia todo som
Hum, hum, hum
Às vezes você anda por aí
Brinca de se entregar, sonha pra não dormir
E quase sempre eu penso em te deixar
E é só você chegar pra eu esquecer de mim
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon

A VIDA DO VIAJANTE

Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
Das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação e alegria no coração!
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
Das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
Mar e terra, inverno e verão
Mostro o sorriso, mostro alegria mas eu mesmo não
E a saudade no coração
Eu mereço isso, né? Já procurei o calmante da minah mãe, mas não encontro! Quando eu não quero, toda hora eu vejo o RIVOTRIL, mas agora que ele me seria útil eu não posso achar não, mas, a seção musical segue...

Revelação
Um dia vestido de saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas, camas repartidas
Faz se revelar
Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar
Sentimento ilhado, morto, amordaçado
Volta a incomodar
Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar
Sentimento ilhado, morto, amordaçado
Volta a incomodar
Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar
Sentimento ilhado, morto, amordaçado
Volta a incomodar
Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar
Sentimento ilhado, morto, amordaçado
Volta a incomodar
Volta a incomodar
Volta a incomodar
( Caralho, isso me incomodou!!!!)
* Eu mereço, agora começou uma seção sambas de enredo de mil novecentos e meu avô! Putz! Eu tenho ódio da maquininha de música do bar em baixo do meu prédio!!!!!
Moral da história, se eu não posso com eles, irei me juntar a eles, eu desisto, estou indo tomar uma cerveja!!!!
O ser humano não pode nem ficar em casa curtindo uma deprê básica numa sexta-feira!!!!!
Morar no subúrbio é o que há!!!!!!
Eu taquei pedra na cruz!!!!!
sei lá...
Eu mereço!!!!

Nem em casa temos sossego



As vezes é tão difícil tentar ser forte... Fingir que nada está acontecendo. Nem eu sei o que gostaria de estar expressando aqui. Mas, sei que algo tenho que colocar pra fora, como se fosse um grito de liberdade... me sinto preso, amarrado.. Dias difíceis se fazem presente em meu viver... Olho em minha volta e não consigo ver beleza alguma... sei lá... um vazio... Estou exausto, estou cansado de meia felicidade, estou farto de sonhar, sonhar, sonhar... Nem sei o que dizer... Não consigo ver nenhuma saída... só pode ser alguma provação... E se não bastasse este meu momento de fossa, olha as músicas que tocam no mais alto volume no bar aqui em baixo de meu prédio:

Ronda
De noite eu rondo a cidade
A lhe procurar sem encontrar
No meio de olhares espio
Em todos os bares você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá
Nele você está
Ah se eu tivesse
quem bem me quisesse
esse alguém me diria
Desiste essa busca é inútil
Eu não desistia
Porém com perfeita paciência
Sigo a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar
E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar da
avenida São João.


Charlie Brown
Ê, meu amigo Charlie
Ê, meu amigo Charlie Brown
Se você quiser, vou lhe mostrar
A nossa São Paulo, terra da garoa
Se você quiser, vou lhe mostrar
Bahia de Caetano, nossa gente boa
Se você quiser, vou lhe mostrar
A lebre mais bonita do imperial
Se você quiser, vou lhe mostrar
Mei Rio de Janeiro, nosso carnaval


Negue
Negue seu amor o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise machucando com jeitinho
Esse coração que ainda é teu
Diga que meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
E eu mostro a boca molhada
Ainda marcada pelo beijo seu


Ê, meu amigo Charlie
Ê, meu amigo Charlie Brown
Se você quiser, vou lhe mostrar
Vinicius de Moraes e o son de Jorge Ben
Se você quiser, vou lhe mostrar
Torcida do Flamengo,
Coisa igual não tem
Se você quiser, vou lhe mostrar
Luis Gunzaga, rei do meu baião
Se você quiser, vou lhe mostrar
Brasil de ponta a ponta
Do meu coração


O pior é: TUDO ISSO NUMA SEXTA-FEIRA!!!
Como diria a Vanessa: UMA HORA DESSAS!!!
Obs: Agora depois da seção fossa, veio uma seção pagode a agora o M'C Marcinho está berrando o princesa por favor volte pra mim... Alguém tem alguma faca de corte aí?
EU MEREÇO!!!

Um bom motivo para recomeçar...

Quem nunca sonhou com príncipes ou princesas...
Quem nunca sonhou com dias melhores...
Com dias de invernos juntinhos...
Com dias ensolarados ao lado de uma pessoa especial...
Em tomar sorvete dividindo a mesma taça...
Em correr na chuva...
Em tomar banho pelado juntinho...
Em andar de mãos dadas no parque...
Andar na roda gigante...
Namorar no carrossel...
Quem nunca sonhou em ouvir eu te amo...
Quem nunca sonhou em se apaixonar...
Em chorar por saudades...
Em ficar agarradinho depois do gozo...
Em brigar por besteira...
Fazer as pazes...
Com flores em dias especiais...
Com pipocas e brigadeiro vendo um filme...
Com olhares de desejo e paixão...
Quem nunca quiz ter um alguém...
Quem nunca sonhou em ter ciúmes...
Com jantares à luz de velas...
Com queijo com goibad...
Em dançar agarradinho...
Em sorrir sem ter motivos...
Em se entregar com lágrimas nos olhos...
Quem nunca quiz sentir falta dos carinhos...
sentir a ausência na cama...
Dormir de conchinhas...
Ligar só para ouvir a voz...
Escalar o morro do corcovado e do alto selar o amor em um beijo...
Quem nunca sonhou com dias de paz...
Em ir até o Japão,e descobrir do outro lado do mundo,que não vive sem a pessoa amada...
Quem nunca se pegou sonhando em fazer loucuras de amor...
Quem nunca se ridicularizou por amar...
Quem nunca dormiu a sonhar...
Quem nunca quiz desejar...
Quem nunca quiz se entregar...
Quem nunca sentiu o corpo arder em chamas, ao escutar a voz da pessoa amada...
Quem nunca quiz se fundir em um só, dois corpos, apenas um olhar...
Talvez, este seja um bom motivo para recomeçar...
sonho bom...

Memórias insanas

"CONDOR"
O céu ontem a noite pareceu mais claro, pois, mais claro estavam meus pensamentos.
O dia pareceu mais iluminado, pois, hoje o sol brilhou por nós dois.
A vida hoje fez sentido por um instante, no exato momento em que os meus pensamentos encontraram os seus...
Vida, céu, amor, paixão... Palavras sem nexo no breu da ilusão...
O que aconteceu com o mundo...
O que é mergulhar no fundo...
Não sei o que irá rolar, porém resolvi tentar... ousar...buscar...
Nem só de pão vive o homem, já diz a escritura sagrada... anexo a esta frase que também vive o homem de toda palavra de amor que emanam das bocas humanas...
Sou coração e se for por você não caberá a razão...
Tô te esperando... Tô me guardando... para o exato momento em que minha vida possa encontrar a sua...
O futuro à Deus pertence, porém bem sei que o futuro também depende de nós...
Lutar pelo que se quer é melhor do que ter um desejo perdido na dimensão das amarguras humanas...
E se no futuro não tiver acontecido, é melhor não viver no presente do que pensar amanhã o que seria o nunca ter vivido...
Nunca é muito forte para se guardar no coração... prefiro pensar : Eu tentei...
Ousar simplesmente e nada mais... eis o meu lema...eis o que eu acredito... eis minha vida.
E se alguém me julgar brega por acreditar no amor, réu confesso eu sou.. Não me envergonho...
É melhor ser romantico do que seco, é melhor amar do que desprezar...é melhor querer ser amado do que ser desprezado...
É melhor ouvir o coração do que deixar-se calar na solidão...
Amo como quem sonha e levanto vôô como um condor...
Subo como quem não tem limites.. pois o limite é muito pouco... preciso ir além.
Amar, viver e sonhar, eis os três elementos que fazem a tríplice aliança humana... eis as minhas bases...eis os meus pilares.

Demais( Yes, It is)


Demais (Yes,It Is)
Verônica Sabino
Composição: Indisponível
Foi um vento que passou
que te trouxe e te levou
deixando no corpo a marca do amor
que ficou no ar
ilusão luar
A chuva que esse vento trás
Faz com que eu me lembre mais
de todos os sonhos que a gente sonhou
planejou demais
demais...
Bem que eu podia
tentar te encontrar
mas um vento forte
que me afastou,
te levou
te escondeu
longe demais
A chuva que esse ventotrás
Faz com que eu me lembre mais
de todos os sonhos
que a gente sonhou
planejou demais
demais
e cada vento que soprar
pode te fazer voltar
encher o vazio que ficou no ar
me marcou demais
me marcou demais...

August 10, 2006

É de sonho e de pó...

O ser humano passa longos seis anos na faculdade e no final...
***Conversa entre eu e a minha amiga Patrícia( à esquerda) no msn:***


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
paty, online esta hora?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
rs...


Patricia : O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
oi lindo


Patricia : O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
sim


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
o q houve? insônia?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
ou está de bobeira?


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
na verdade estou tentando resolver um pequeno problema


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
posso lhe ajudar?


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
fiz a besteira de estragar um peça de computador de uma colega


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
e estou tentando resolver


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
gente... q merda, hein!


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
mas não é muito caro, 50 reais resolvem


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
menos mal...mas 50 reais de um historiador é quase uma fortuna


" Tudo que é sagrado é profano" diz:rs...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
é verdade, mas dá para resolver né?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
dá sim...( no meu caso, só eu dando mesmo!rs...)


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
rs...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
pior se fossem 500, aí tinha que rodas bolsinha


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
do jeito que ando sem dinheiro, até cinquenta reais vai


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
uhauhauhauahuahuahauha


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
isso que é foda, sonhar, estudar e acabar tendo este triste fim!


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
rs...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
é verdade... pior, fui tentar ajudar e me ferrei


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
ainda me lembro de vc nas carteiras do gpi( cursinho de elite!rs...) querendo ser geografa, advogada, jornalista, a porra toda... anos depois, estamos aqui, pleiteando a prostituição!rs...


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
isso que é ruim...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
fazer o que né?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
rs... se precisar de alguém para te agenciar, estou aqui!rs...


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
vai dar tudo certo, neguinha...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
vai sim, já estou preparada psicologicamente para morrer nos 50


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
mudando um pouco de assunto... dei os seus beijinhos na Renata...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
e como ela está?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
dei o abraço apertado também...


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
está bem... está mobiliando a casa e fazendo a prestação das casas bahia para começar a pagar só em novembro...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
mas bem apertado mesmo?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
rs...


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
dei sim!!!


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
vida de pobre é uma merda,


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
deve a vida toda e fica feliz por isso


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
é verdade...


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
e nossas mães ainda falavam para estudarmos...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
falavam para estudamos!!!


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
e não para ser professor de história!!!


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
isso fizemos sozinhos!!!


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
então, somos os culpados por nossa triste sina?


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
Óh! mundo cruel!!!!rs...


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
é verdade, somos culpados sim!!!


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
Você me consola muito desta forma!


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
Já que vc me desconsolou, vou me deitar!!!


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
só não farei como Vargas!!!


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
rs...


" Tudo que é sagrado é profano" diz:
beijos


Patricia O acaso, é, talvez, o pseudônimo que Deus usa, quando não quer assinar suas obras diz:
beijos lindo


Preciso dizer mais alguma coisa????


E eu ainda dizia que faria faculdade de história e iria mudar o mundo, triste ilusão a minha...

Republicando.1

O que o mundo é?

O que seria a tão propagada sabedoria? Como resposta a esta pergunta, me vem a descrição do grande conhecimento, do saber e da erudição. E que erudição seria esta? A instrução vasta e variada? O que será o conhecer? Qual a necessidade da busca incansável sobre a qual o ser humano procura entender as coisas que os permeiam, sobre tudo o que está ao seu redor? Qual a eficácia, no homem, de estar sempre procurando estabelecer compreensão sobre tudo? Lembrei-me agora de Manhain: " O intelectual possui um patamar especial de onde ele pode falar do mundo". A velha história de se conhecer o mundo humano, de tornar compreensível as ações humanas, de explicar suas relações, de conceituar num mundo inteligível todas as coisas, de entender os conceitos prévios. Gádamer, em seu ponto de vista absoluto, vai dizer que o pré- conceito não deve ser visto como um problema para a objetividade, e sim, como um incentivo para se conhecer o mundo dos homens. Confesso que a intelectualidade me assusta, o intelectualismo e os seu predomínio dos conhecimentos naturais me fazem refletir e muito... Estava eu no ônibus ontem e vi um cena que me marcou, um jovem, em pé num ônibus lotado, se equilibrando entre os passageiros que iriam ao seus trabalhos, colégios, faculdade e mesmo no desconforto de sua posição, estava ele com uma mão tentando se manter de pé naquela pequena multidão e com a outra segurava um livro que lia em meio aquele malabarismo todo, este jovem, era eu. Fiquei por um longo tempo, me observando pelo vidro da janela, onde minha imagem se refletia, por um pequeno espaço de tempo, passei a observar todo o âmbiente,e , como se minha alma tivesse flutuado e me levado para um terceiro diedro, coloquei-me a analisar tudo ao meu redor. Passei a reparar as outras pessoas, seus rostos, suas expressões. Uns se comportavam ainda sonolentos, outros pensativos, outros se isolavam do mundo escutando seus walkmans, discman, e afins. Reparei que todods os dias estive em contato com esta cena, porém, nunca havia me colocado a reparar este meu cotidiano, todos os dias, no mesmo horário, estou com essas pessoas, e nunca me perguntei: Qual será o nome de cada um que aqui está? Quais as suas angústias, felicidades, desejos, medos, anseios e frustrações? Relembrei-me de um vídeo que assisti no primeiro período de faculdade chamado " nós que aqui estamos, por vós esperamos", onde observa-se os atores históricos e as pessoas simples que ajudam a promulgar e perpetuar seus nomes dentro da história e até mesmo suas importâncias. Instantâneamente me veio em mente as teorias da " história vista de baixo". Por um minuto parei e me coloquei a rir, estou diante da tal gente miúda que tantas vezes discuti sobre em sala de aula. O pior, faço parte desta camada. Pensei: Será que este povo tem idéia que são muitas vezes objetos de estudos no meio dos acadêmicos? Para eles é o cotidiano de uma vida muitas vezes sofrida, ou nem tão sofrida, mas, apenas um cotidiano natural, o de ir ao trabalho, ao colégio, ao banco. Para outros, é um campo de estudo vasto e cheio de significações. Eu estava diante da diversidade que convive de forma harmoniosa com as multiplas facetas da verdade. Quem estará certo, o lado antropológico que ao ver uma cena habitual de inúmeros passageiros em um ônibus lotado, irá se questionar sobre questões econômicas e socio-culturais, ou o passageiro, que irá responder que isto é apenas uma rotina em sua vida e que tais elocubrações teóricas, são devaneios de uma pessoa louca que não tem o que fazer e se põe a analisar as coisas? Sei que ambas as respostas estarão corretas, de acordo com a visão de mundo das pessoas. No meu caso, a reposta será a necessidade de conhecer e entender o mundo, teorizar. Gosto de fazer isso, aprendi que a teoria não é evadir-se do mundo, e que suas matrizes estão nas atitudes reflexivas e contemplativas. A atitude teorética nasceu na passagem do mundo mítico ( o milagre grego), para o mundo de Asiles ( o mundo racional). O nascimento de uma nova maneira de conhecer o mundo. Acredito que o mundo se constitui através da experiência. Sou ontológico, quero saber como o mundo funciona, como ele é. Dinate da cena no ônibus, uma dúvida cruel começou a pairar sobre minha cabeça: O que é a realidade? O real é racional. Agora ao terminar de escrever isso tudo, parei e pensei: leonardo, uma hora dessas? Mas a resposta veio no solibissismo, o fundamento do meu eu, a utilização do raciocícnio: Só vamos encontrar o fundamento de nossas certezas, no nosso "eu". Por hora, ainda me pergunnto o que Sócrates se perguntou: " só sei que nada sei", ou então, a dúvida metódica de Descartes: " Penso, logo existo", da mesma forma que o mesmo a projetou como dúvida, uma espécie de condição preparatória para o saber. Um dia, encontrarei uma resposta para estas minhas dúvidas, ou melhor, prefiro encontrar mais dúvidas para a minha resposta, e assim, vou vivendo o novo.

Republicando...



Resolvi republicar este texto que eu havia postado em meu antigo e moribundo blogger o ciadealaranjada, que deu seu último suspiro, para a cia. virar cidade...rs.. inclui também o primeiro comentário, o da minha amiga Vanessa...


Hoje, eu estava escutando esta música e me lembrei do poetas árcades e por um longo momento, lembrei dos poetas arcades, porém, antes de ficar aqui falando minhas abobrinhas sobre meus devaneios bucólicos, deixe-me apresentar, a tal música que me propiciou tal viagem...
Casa No Campo( Zé Rodrix e Tavito)
"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais".
Tal letra, me fez pensar sobre a felicidade em contato com a natureza.Quem não gostaria, ao afastar-se da vida agitada das cidades, fugir para um recanto calmo, onde possa encontrar nele o refúgio acolhedor, o cenário ideal para se obter a tão sonhada paz e tranquilidade de vida?Quem não gostaria de gritar aos quatro ventos: Fugere Urbem! Inutilia Truncat!Eu, particularmnte, ainda sonho com a Aurea mediocritas, porém, onde se Lê riquezas em realizações pessoais, eu leio interações humanas.

É uma pena que, logo após ter tido todos estes sonhos bucólicos, uma onda de metropolização adentravam a minha casa, ruídos sonoros, poluição, o infernal barulho do bar que fica logo abaixo de meu prédio, fez eu retornar à realidade. Mas, fica o meu grande sonho, de num futuro ( próximo, ou não, afinal, sou um historiador!) poder viver como os poetas árcades. Afinal, quem não gostaria de ter uma casa no campo, para curtir todos os encantos e todas as possibilidades que a natureza está pronta a nos oferecer?
No meu caso, sobra-me vontade de realizar este sonho, falta-me grana!


2 Comments:
.:Lua Nova:. said...
Amay o seu blog! Virei aqui sempre!=*********
10:23 AM
.:Lua Nova:. said...
" o infernal barulho do bar que fica logo abaixo de meu prédio" hahahaha e daí você pensou " Se não consigo vencê-los, me juntarei a eles! E foi lá e bebeu até cair! hahahahahMas falando sério. Se blog é maravilhoso. Você escreve maravilhosamente bem. Sou visita garantida à sua cia alaranjada para compartilhar tais memórias insanas. Se isso virar livro vai vender mais que a Bruna Surfistinha!!! Essa vida bucólica é uma coisa que nunca permeou meus sonhos. Acho que a tranquilidade do campo me irritaria. Vivo da agitação. A dinâmica da cidade me fascina. E sempre achei que os poetas bucólicos tinham um "Q" de erotismo. Sempre achei que na verdade eles queriam comer os sátiros. (Nada escapa ao olhar da Kenga). Mas deixa isso pra lá né! Já surtei demais aqui!=********************************
10:36 AM
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Ferreira Gullar é que estava certo...




Não há vagas
Por: Ferreira Gullar.

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão.

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,
está fechado: “não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira.

Ô venha ver quem lhe chama mulher - "A dona da rosa..."

A dona da rosa..

Eu caminhando pela alta madrugada,
Eu vi o clarão da lua e ouvi uma gargalhada,
Eu caminhando pela alta madrugada,
Eu vi o clarão da lua e ouvi uma gargalhada...
Linda, morena e formosa,me diga: quem você é?
- Eu sou a dona da rosa,
Sou Pomba-gira de fé.
Eu posso abrir qualquer ronda,
sem ouvir a você.
Sou pomba-gira de umbanda,
não me conhece, quem não quer...
Linda, morena e formosa
me diga: quem você é?
- Eu sou a dona da rosa,
Sou Pomba-gira de fé.
Eu posso abrir qualquer ronda,
sem ouvir a você.
Sou pomba-gira de umbanda,
ha, ha, ha, ha....( gargalhada)
não me conhece, quem não quer...



Meus amigos são verdadeiramente loucos, e, esta foto, é uma lembrança do último sábado na casa de uma amiga, entre tantas conversas e muitos surtos, a dona da "rossa" veio nos visitar!rs... Saudades de estar com vocês! Juntos, somos a família mais louca da face desta terra... Beijos mi papily, mamily, e um beijo também para aquele que quer cargo em nosso ilê asé!rs... Ôh! Biba!!! e dá-lhe ovada no povo!rs...
"Vem pomba-gira, venha ver quem lhe chama, mulher...
Ela é mulher disfarçada, ela é a ***'giras das sete alfinetadas..."(rs...)
Eliz, Lú e Piu, vc's são as coisas mais maravilhosas do mundo do brasil todo...hehehe...



Às vezes, é preciso acreditar EXATAMENTE nisso
"Somewhere Over the Rainbow"
music by Harold Arlen and lyrics by E.Y. Harburg
Somewhere over the rainbow
Way up high,
There's a land that I heard of
Once in a lullaby
. Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.
Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far
Behind me.
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me.
Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow.
Why then, oh why can't I?
If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?

In memoriam

Esta Oração diz muito sobre a minha família, mais precisamente, sobre o dia 1º de agosto de 2005, quando perdi meu pai... e foi nas letras desta oração que encontrei forças para prosseguir, também, aprendi através dela que verdadeiramente é morrendo que se vive para a vida eterna... Hoje, compreendo que o senhor está vivo em nossos corações ...
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO
Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna

Quando agente dança é luz...



Hoje, um pouco melhor dos traumas de ontem; acreditando muito mais no amanhã, tentarei seguir a vida de forma mais clara, mais tranquila. Abrirei as janelas, tanto as da casa, quanto as do meu coração e deixarei que irradie luz...

Afinal, este será um novo dia...

August 09, 2006

Gente Humilde



Retratos de um Brasil varonil... dos filhos deste solo mãe gentil...


...


Gente Humilde

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachadaEscrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

...

Hoje estou em um dia bem nostalgico mesmo. Esta imagem eu encontrei na net, achei muito interessante. Fiquei me questionando como é incrível que uma imagem possa nos trazer inúmeros significados. Tem pessoas que ao olhar esta imagem pode fazer a leitura dela como uma coisa trash, outros, podem ter na imagem outras explicações... eu, me
lembrei da música de Geraldo Vandré: " Pra não dizer que não falei das flores". As vezes me acho mesmo maluco, porque, vejo uma coisa e tento transportá-las para algum significado útil pra mim e para meu mundo das idéias... porém, como já bem diz a música citada acima: "Os amores na mente, as flores no chão. A certeza na frente, a história na mão. Caminhando e cantando e seguindo a canção. Aprendendo e ensinando uma nova lição". Foi justamente isso que eu sempre pensei, e, foi esta a frase que norteou minha decisão quando pensava, anos atrás, sobre meu futuro profissional e quando fiz a escolha em relação a minha proffisão...
Sempre vi a profissão de historiador como uma rosa que desabrocha e nos trás um leque de pétalas, e estas, seriam sempre os acontecimentos que norteiam e história, e o seu miolo, seria o desenvolvimento humano. Nesta imagem, a gota de sangue, seria a barbárie que sempre tende como resultado das tentativas de evoluções humanas... Realmente, vocês devem dizer que eu não sou normal, mas, a mim, me faz muito bem colocar pra fora estas minhas idéias, o rascunho destes meus pensamentos, mesmo que seja na forma de um projeto inacabado, tais como estas minhas falas presentes aqui neste texto, mesmo não sendo teoria, hipótese ou tese, muito menos se destina a ser antítese, são apenas memórias, mesmo que seja de uma forma insana de um adolescente de um mundo, sob este ângulo, também se enquadra a figura da rosa, justamente para representar agora a minha imagem e visão do mundo. Partindo de um estágio natural( a rosa, lendo nela o mundo em que vivemos) e do outro lado, as dificuldades da vida( a agulha, que aqui, leio como a violência) e de resto , o derramamento de sangue, a violência, as dores... Sei que todos vocês devem estar dizendo que sou louco, mas, louco, quem não é?
Segue abaixo a música de geraldo Vandré, para que vocês não digam que eu não falei das flores...
Prá não dizer que não falei de flores
(Geraldo Vandré)
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

trem, olha o trem...



Não sei porque, esta imagem me fez lembrar esta música.

Naquela Estação

(Adriana Calcanhotto)

Você entrou no trem

e eu na estação

Vendo um céu fugir

Também

não dava mais para tentar....

Lhe convencer....

a não partir

E agora, tudo bem

Você partiu...

para ver outras paisagens

e o meu coração embora

finja fazer mil viagens

fica batendo parado

naquela estação

e o meu coração embora

finja fazer mil viagens

fica batendo parado

naquela estação

Você entrou no trem

e eu na estação

Vendo um céu fugir

Também, não dava mais para tentar....

Lhe convencer....

a não partir

E agora, tudo bem

Você partiu...

para ver outras paisagens

e o meu coração embora

finja fazer mil viagens

fica batendo parado

naquela estação

e o meu coração embora

finja fazer mil viagens

fica batendo parado naquela estação

O meu destino será como Deus quiser


"Tenho a necessidade de colocar pra fora todos os meus sentimentos, todas as minhas dores, todas as minhas angústias, esvaziar-me por completo. Os dias que passaram me causam desconforto, o futuro me assusta. Assim vivo, assustado pelo que será do amanhã. O hoje me deprime e me faz esmorecer, o amanhã que surge como uma oportunidade, um sopro de vida, me causa expectativa e me tira o sossego. E assim, em meio a este turbilhão de coisas, meu emocional se abala e me afoga em pensamentos, que por um lado grita por vida, mas, por outro, afoga-se nas imagens do passado e me iniquila de tal forma que já nem sei mais de mim..."

O Amanhã
(João Sérgio)
A cigana leu o meu destinoEu sonheiBola de cristal, jogo de búzios, cartomanteEu sempre pergunteiO que será o amanhãComo vai ser o meu destinoJá desfolhei o mal-me-querPrimeiro amor de um meninoE vai chegando o amanhecerLeio a mensagem zodiacalE o realejo dizQue eu serei felizSempre felizComo será o amanhãResponda quem puderO que irá me acontecerO meu destino será como Deus quiser

Meus dias...


Pelas sombras escuras de um dia de sol, caminho vagarosamente. Passo à passo, olho em volta de mim, procuro reconhecer o meu mundo. Fecho meus olhos na tentativa de me reconhecer por dentro... Vivo dias estranhos... Pela janela do meu quarto vejo que a vida lá fora prossegue feliz... os pássaros cantam ao meu redor, e eu, cercado em minha amargura fecho a janela, as cortinas e também o tapa sol. Me tranco em meu quarto. E aqui, permaneço vivendo em meu mundo. Meu palácio fictício... e no resto da casa...luz... a invadir pela janela...